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Marlene Freire dos Santos Silva

Teixeira de Freitas (BA)

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Fátima Burégio , Advogado
Fátima Burégio
Comentário · há 7 anos
Este texto mescla carreiras, propósitos de vida e decisões. Tudo o que amo! Enveredar para as inevitáveis reflexões filosóficas da vida através deste escrito, é preciso. Então, segura o leme, amigo!

Sabe Pedro, na vida, como a danada é uma faculdade onde a gente nunca se gradua e nem se especializa, o melhor é ir vivendo cada dia, de forma única, feliz, convicto de que está (no momento) fazendo o que tem que ser feito e tendo em mente que se não fez melhor, foi porque desconhecia.

O problema dá-se quando o homem tem convicção de que está andando em círculos como um cãozinho nervoso, mas nada faz para mudar circunstâncias. Comodismo é uma lepra, meu caro!

Saber experimentar os dois lados da vida (bonança e escassez) torna o homem mais sábio, calejado e cauteloso.
O danado é que, infelizmente, se vive numa sociedade em que se persegue a ostentação e perfeição em tudo; mesmo sabendo que somos imperfeitos e que nos esforçamos para perseguir a perfeição; inclusive em nossos atos diários.

Moral da história: - Se cobra demais, e, consequentemente, se vive de menos.

Quando jovem, escutava o lindo cantor Júlio Iglesias, cantarolar: Esqueci de viver, esqueci de viver... Uma poesia cantada.
Naquela época, eu, muito jovem, já dizia dentro de mim mesma: - Eu vou é viver tudo o que tenho direito!
Errei muito. Acertei um bocado, mas, como o rei RC, leciona: - Se chorei, ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.

Hoje as pessoas têm medo até de se aproximarem umas das outras. Já percebeu?
As amizades virtuais, distantes e líquidas estão na moda...

O homem, em sua maioria, mais infeliz de que nunca; segue uma vidinha medíocre, exibindo sorrisos largos e plastificados nas redes sociais, mas o interior arde de solidão.
Exibe conquistas, mas é um derrotado, emocionalmente tratando. Busca status, quando deveria buscar motivações para viver.
Granjeia cinco; conquista; segue infeliz. Granjeia dez; conquista; segue infeliz. Granjeia quinze; consegue; segue infeliz...

Amigo, do alto meu observatório humano, sigo cada dia mais unida com as pessoas que me cercam; tenho poucas amizades, mas duradouras, exibo um sorriso sincero ao meu semelhante, vivo uma vidinha boa danada; e o melhor: desfruto de tudo isto, ostentando uma cifra bancária ínfima, pois tenho convicção que o dinheiro é um ótimo servo, mas um péssimo patrão!

Óbvio que luto todos os dias por cifras mais robustas e dias ainda mais amenos; todavia, descobri a delícia de ser feliz, tendo e usufruindo com o que denomino: ‘o que temos pra hoje’.

Quando pego-me meio apreensiva com o porvir, lembro que perdi em 1998 uma amiga íntima vitimada por um câncer agressivo, e, em 4 meses estava a enterrar a minha Nega querida.
Minha Nega, como eu carinhosamente a chamava, deu-me alguns conselhos antes da partida, recomendando-me: - Burégio, viva a vida! – Seja responsável, mas não leve a vida tão a sério! - Curta a vida, minha filha!

Recentemente, li a reportagem de uma médica catarinense que antes de falecer, deixou um bilhete emocionante.
Eis o link do bilhete: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2018/12/30/médica-catarinense-que-morreu-apos-cancer-deixou-carta-de-despedida-com-reflexoeseconselhosavidaehoje.ghtml

Assim, vivo muito, curto muito, aprecio pessoas, animais, natureza e adoro um Ser Divino que outras pessoas o repudiam, outros o hostilizam e outros não acreditam Nele. Pouco importa.

Sei que há um porvir, mas aproveito a estadia terrena, despedindo-me diariamente do mundo, como se estivesse sempre de malas prontas para partir.
Aprendi que caixão não tem gavetas, e que nunca vi, e nem verei, um funeral saindo ao lado de um caminhão de mudanças...

O resultado deste estilo de vida escolhido, é: saúde emocional, desapego exalando pelos poros, foco, determinação e muita cuca fresca e paciência para lidar com o meu semelhante que ainda não bebeu desta fonte denominada ‘vida’, que jorra de forma triunfal, mas poucos bebem dela.

Um abraço afetuoso!
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Fernando Souto, Advogado
Fernando Souto
Comentário · há 7 anos
Prezada Doutora Fátima.
Achei muito interessante seu artigo e, diante da experiência que nosso escritório tem com a matéria (medicamentos de elevado valor agragado e o Direito Constitucioanl à vida) achei uma boa idéia comentar a decisão / fundamentação do nobre julgador. Entendo que o Ilustre Desembargador ao contrário de jogar nos ombros do Tribunal Superior deveria ter a CORAGEM de decidir de forma contrária. Se o REsp não tiver o efeito vinculante sua decisão será sobrerana (do colegiado) cabendo ao Plano de Saúde o ônus de manejar o Recurso Excepcional cabível. Enquanto isto o doente estaria recebendo o medicamento.
Entendo ser uma questão difícil mas muitos magistrados tem usado seu livre convencimento e decidido a favor da vida.
Louvo e menciono por dever de Justiça o Egrégio TJRJ que tem se alinhado historicamente com a mencionada gatrantia constitucional.
Temos conseguido inúmeras vezes obter decisão favorável ao fornecimento de medicamentos sem Registro no Brasil usando como referência uma decisão da própria ANVISA que autoriza a obtenção desses medicamentos quando eles tem registro no país de origem desde que sejam importações para uso pessoal, sem fim comercial. Isto também afasta a tipicidade alegada pelo P. S. argumentando ser crime fornecer remédio não registrado no país. Contra este argumento existe sempre o estado de necessidade que afasta o tipo.
Algumas decisões do TJRJ tem levado em conta esta abertura. Consegui inúmeras sentenças favoráveis à obtenção de fármacos como p. ex. o REVLIMID que somente teve autorizada sua comecialização em início de 2017 ou 18.
Sucesso para a colega.
Fernando Souto
OAB/RJ 139.852
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Euclides Araujo, Advogado
Euclides Araujo
Comentário · há 7 anos
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